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@marina.tatuagem

Sobre Mim

Marina Caznok Tatuagem
Marina Caznok Marianne Barros
Marianne Barros - Estúdio Fineart - Certificado
Londrina
Marina tatuagem Matheus seixas
Minha primeira tatuagem - Matheus, a tela, cobaia, namorado amado que me deu o braço esquerdo inteiro para treinar.
Marina caznok 3 anos de idade
Meu primeiro par de óculos - 3 anos de idade
Desenhava com o rosto encostado no papel
Marina Caznok Design gráfico
Formatura Design Gráfico - 2018
Curitiba
portfolio marina caznok banner prime vida e arte
Portfólio de Design Gráfico
https://www.behance.net/marinacaznok
design calderari marina caznok
Professor, artista, Fernando Calderari - 2015
marina psicologia
Formatura Psicologia 2012 - FEPAR
psicologia robert hare marina caznok
Dr. Robert D. Hare - Especialista em psicologia criminal e psicopatia - 2012
Gouache Marina Caznok Roger Rabbit
Pintura tamanho A3 em Gouache - 2010
Cartaz do filme "Uma cilada para Roger Rabbit"
Marina Caznok Pokemon
Marina Caznok Canto Matsuri

Olá, sou Marina Caznok, tatuadora em Londrina e região.

Ao longo da minha jornada estudei artes plásticas, artes visuais, ilustração em grafite e teoria da cor. Por interesse pessoal estudei também psicologia e, por fim, design gráfico. Em janeiro de 2023 pude finalmente realizar meu sonho de me tornar tatuadora, voltada para cores e aquarela, com a professora Marianne Barros, do estúdio Fineart.

A experiência de transferir meus conhecimentos artísticos para uma nova superfície em conceito de arte permanente na pele foi a mais incrível de todas as que já estudei. Hoje posso dizer com segurança que encontrei minha profissão.

Deixo aqui meu agradecimento especial à minha rede de apoio que me incentivou a enfrentar todos estes desafios e continuar buscando sempre minha evolução como artista. 💗

Sempre fui muito curiosa, gosto de aprender novas técnicas e conhecer diferentes estilos e artistas. Pra mim não importa a idade, mas sim o conhecimento que o outro pode compartilhar conosco. A humildade é essencial para o aprendizado, nossa evolução deve estar em constante movimento em busca desse crescimento pessoal e profissional. Aquele que acredita já saber de tudo e nada mais tem a aprender é o que não pode mais evoluir.

Caso esteja se perguntando o motivo de ter levado tantos anos para chegar à formação de tatuadora, vou explicar a seguir os dois motivos:

O primeiro é o clássico medo de agulhas, como muitos, eu também tive essa fobia por anos. Desmaiava para tirar sangue e tomar vacinas, sempre amei ver tatuagens nos outros mas nunca tive coragem de ter uma em mim mesma, quanto menos manipular uma agulha e furar outra pessoa... me contentava em desenhar de caneta bic e canetinhas coloridas. Tratei disso em anos de terapia comportamental com o excelentíssimo Umberto Anselmi de Curitiba e pude este ano, finalmente, fazer minha primeira tatuagem! Foi um momento muito importante pra mim, de enfrentamento e superação. A tatuadora incrível Rafaela Medeiros (@rafaelamtattoo) do nosso estúdio Quintal das Minas aceitou o desafio sabendo das minhas condições e não tivemos problema algum. Amei o resultado e já posso dizer que não tenho mais esse trauma e nem essa fobia na minha vida!
 

O segundo motivo é minha deficiência visual. Eu e meus irmãos nascemos com alta miopia e, no meu caso, até 2022 tinha corrigido quase 80% da acuidade visual com cirurgias e lentes de contato, o que não me classifica como deficiente físico de baixa visão mas não me dava segurança para assumir uma profissão como o de tatuadora. Tenho meus princípios éticos e morais e não quis arriscar ter um desempenho mediano permanente na pele das pessoas que contam e confiam nas minhas mãos e na minha visão. Finalmente em 2022, depois de tantos anos trocando de oftalmologistas, óculos e lentes de contato, encontrei no Instituto da Visão de Londrina a doutora Nathalia Mayumi T. de Aquino, que assumiu o meu caso com a determinação de resolver ao máximo possível o meu problema. Atingimos então cerca de 90% de acuidade visual e foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida! Tenho eterna gratidão pelo trabalho e dedicação da doutora com o meu caso, que tinha sido sempre visto com receio pelos outros oftalmologistas por ser "difícil demais para valer o esforço/ assim já tá bom/ pior do que tá não fica"(algumas frases que ouvi de especialistas). A partir deste momento de adaptação passei a buscar cursos de tatuagem para iniciantes, com enorme alegria e empolgação!

Design gráfico

Reservei esse espaço para desabafar sobre essa profissão que abandonei e guardo um ponto de vista rancoroso, então não se surpreendam com os vários pontos negativos abaixo. 
Primeiramente aos colegas que pretendem trabalhar com isso saibam que, até o presente momento, a profissão não é regulamentada no Brasil (seu diploma não importa), o que significa que o salário é baixo dentro da CLT e o plano de carreira te leva de Júnior (1.800,00) a Sênior (3.500,00), dentre outros fatores legais e trabalhistas que te dão apenas o mínimo dos mínimos direitos. Não cabe aqui e nem saberia dar mais detalhes sobre isso pois não vale a pena. Aos profissionais bem sucedidos da área que discordam comigo, pontuo que acima deste cargo e valor salarial o designer deve se especializar para subir de categoria para gestor, gerente, fazer um MBA ou algo que te retira da posição efetivamente de artista. Portanto, enquanto quiser ser o artista da equipe, vai ser um trabalho duro e de baixa remuneração. 
Sobre os colegas que se formaram comigo na universidade e tiveram sucesso como designers hoje, são todos autônomos e trabalham como sócios ou donos de suas próprias empresas, criando seus próprios materiais para seus clientes, muitas vezes são terceirizados de empresas grandes prestando serviços com um preço justo e sobrevivendo alegremente, apesar de trabalharem muito mais que 8 horas de uma jornada diária comum. 

Também tive essa opção, mas não me foi gratificante o suficiente pois a parte de gestão empresarial burocrática consome minha saúde mental e não equilibra com o retorno artístico que me trazia, por isso, abandonei e não olhei mais pra trás. Boa sorte a todos que continuam na luta, mas busco trabalhar com prazer e ganhar meu rico dinheirinho por consequência, e não por objetivo. Assim não enlouqueço.

Apesar da mágoa dessa profissão, guardo com carinho e gratidão tudo o que aprendi nessa jornada como aluna de design. Tive excelentes mestres, como o querido Fernando Calderari que me ensinou muito sobre a arte da ilustração em dupla dinâmica e icônica com o professor Ingo Moosburger, Miriam Fontoura que me passou sua paixão por teoria das cores (dentre algumas broncas), Fernando Bini e seu enorme respeito e ovação pela história da arte, Leandro Catapam que me mostrou as mais diversas técnicas que o designer pode usar no mercado de trabalho, e por último guardo na memória com muito carinho a professora Liane Gabardo, que em seus últimos anos de profissão incentivou cada um de seus alunos como uma mãe que torce pelos seus filhos para que se tornem grandes artistas no futuro.

Psicologia

Como citei no início, sempre tive interesse em estudar psicologia, mais por crescimento pessoal mesmo do que para trabalhar na área. Estava aberta às opções profissionais e explorei bastante das abordagens práticas e, ainda assim, minha paixão pela arte falava mais alto. 

Posso resumir que me voltei para a área comportamental, behaviorista experimental, psicopedagogia, aplicação de testes para diagnóstico, treinamento de habilidades sociais, concluindo o curso com treinamento de primeiros socorros psicológicos e manejamento de estresse para prevenção do transtorno de estresse pós traumático. 


Foram 5 anos de experiências incríveis e um rico aprendizado, não sei explicar o quanto amadureci ao longo desses estudos mas posso dizer que tudo me foi útil em todas as fases subsequentes da minha vida. Pude aplicar meu conhecimento nas áreas em que atuei profissionalmente, a quem compartilha desse interesse, recomendo fortemente o estudo aprofundado dessa ciência.

No que se trata de tatuagem, busco usar minhas habilidades como psicóloga desde o primeiro contato com o cliente, durante o processo de criação da arte, de tatuagem e dos cuidados após o procedimento, para que não haja arrependimento ou dúvidas. Reservo alguns cuidados em questão, como tatuagens com significados perturbadores ou agressivas demais e, caso necessário, ao invés de simplesmente aceitar o serviço, prefiro encaminhar para terapia e cuidados necessários para cada caso. É algo pessoal, como já citei, sigo minha própria ética e busco o melhor para cada pessoa que entra em contato comigo como uma responsabilidade interpessoal, mesmo que não tenha nenhum vínculo ético profissional terapêutico com ele/a.

Um exemplo disso é quando me vem a demanda de tatuar o nome do namorado/a, faço questão de avaliar a situação mesmo que perca o cliente, pois existem muitos casos de abuso num relacionamento que se manifestam dessa forma, infelizmente, sendo necessário oferecer apoio ao cliente.

Caso não concorde com nada disso, lembro mais uma vez que não trabalho com foco no dinheiro, dou mais importância ao bem estar e satisfação do cliente do que seu pagamento. Saiba que a demanda para cobrir nomes é maior, muito maior, do que para escrever novos nomes.

Curiosidades

Nascida no ano de 90, tive influências artísticas na minha infância de muita cor, movimento, animação e entusiasmo. Isso resume o meu estilo como artista, busco sempre me expressar com formas alegres e coloridas, com traçados orgânicos e fluidos. Por isso me identifiquei na tatuagem com o estilo New School, apesar de também amar outras técnicas como a aquarela e o pontilhismo, afinal não existe um tatuador com apenas um estilo artístico, certo? 

Amante da arte japonesa, em geral, desde tatuagens com tebori, animes, mangas, músicas, cultura tradicional, língua e escrita. Infelizmente ainda não consegui comer o peixe cru. Entre meus trabalhos você encontra muitas opções dessa cultura tanto para tatuagens quanto para painéis e quadros. Teve uma época, inclusive, em que participei de uma banda de J-pop/rock e tocávamos em eventos (matsuris) de Curitiba. Foi uma das fases mais divertidas da minha vida e lembro dela com muita saudade.

Falando em música, também tivemos na família o estudo da música tradicional, aprendi a tocar violão e piano na infância e sigo com eles em paralelo ao longo de toda a vida, como um combustível do meu humor. Durante o curso de design até consegui um bico de treinadora de canto e desenvolvimento para performance ao vivo em uma escola de música de Curitiba, a Duettom, onde fiz muitos amigos, excelentes músicos! Me ensinaram um pouco de baixo, bateria, violino e teclado (sim, é bem diferente do piano!) mas nada que eu saiba tocar muito bem...

Não sou apenas a caçula entre irmãos mas também fui a prima mais nova por toda a minha infância, e isso me influenciou fortemente na cultura gamer. Queria participar, fazer o que eles faziam, brincar junto, jogar junto. E nasceu o vício! Hoje me policio constantemente para trabalhar nos meus projetos ao invés de jogar, é uma luta diária. Dentre os meus favoritos posso citar Pokemon, Stardew Valley, League of Legends (um horror que eu adoro), Don't Starve, Grounded, Genshin impact... sem contar com os emuladores de SNES, Genesis e meu queridíssimo Nintendo 64 original de 1996 que ninguém toca! Infelizmente não consigo gostar de jogos de tiro, não consigo matar ninguém, não enxergo nada direito nem tenho reflexo pra isso, seja um Counter Strike ou um Resident Evil, The last of Us (já a série eu amei demais, nossa). 

Características finais a quem se importou de chegar até aqui...
Sou aquariana com ascendente em aquário, nascida no ano da serpente da terra do horóscopo chinês, em resumo isso significa que eu não me importo com problemas pequenos e mundanos, olho sempre para frente após aprender com o passado, não me apego a quem não faz questão de me ter por perto. Sigo todas as religiões que me querem bem, seja qual for, admiro o que se tem pra admirar das diversas culturas desse mundão de meu Deus, sem excluir nenhuma qualidade por suas diferenças. Faço o bem gratuitamente, sem esperar nada em troca.

Foi um prazer escrever tudo isso pra vocês, espero que tenham gostado. Até o dia em que nos encontrarmos! Abraços.

Marina

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